domingo, 30 de outubro de 2011

As flores de plástico não morrem

(foto minha mesmo)

Esses dias estava no bar com as meninas e brotou o assunto "eu nunca ganhei flores".

Pra começar, o mundo inteiro sabe que eu "não gosto" de ganhar flores. Primeiro tenho dó das flores que vão enfeitar uma mesa no máximo uma semana e vão morrer, segundo que, sendo prática, elas não tem utilidade (podem me chamar de insensível haha), prefiro que elas fiquem plantadas nos seus cantinhos, prefiro flores na minha jardineira (se eu tivesse uma) do que na minha mesa, prefiro ver uma flor bonita por ai e fazer uma foto legal, prefiro que fotografem uma flor, mostrem a foto e digam: lembrei de você, mas flores "defuntas", não, não fazem meu tipo. Não significa que vou odiar se vir a ganhar, provavelmente vou gostar pelo carinho que a pessoa teve, enfim, ahh, vocês entenderam.

Ai também parei pra pensar nas "flores" que ganhei (como se tivessem sido muitas blááá).

Flores flores, do jeito clássico, um bouquet, com cartão e bla bla bla, ganhei uma vez, de alguém que (sorry), não significava nada para mim. Um cliente doido da empresa que eu trabalhava que, sei lá pq cargas d'água, resolveu me perseguir. Saí uma vez pra tomar um café com ele, vencida pela insistência, e fiquei putissíma da vida pq o sujeito não parava de tentar me agarrar, mesmo eu dizendo com todas as letras que não ia rolar. Daí depois ele pediu mil desculpas e enviou as tais flores. E depois de continuar sendo perseguida por um tempo, acabou por ai.

Outra vez um menino que fiquei, que gente, só depois aceitei, mas era gay enrrustido com certeza. No first date ele me contou que colecionava orquídeas, vai vendo (esse não foi exatamente o motivo dessa conclusão, mas enfim). Outro dia ele me falou de umas flores que "não morrem", não lembro o nome, são umas flores pequenininhas muito usadas para arranjos secos, quando elas "morrem" ficam secas e inteirinhas, continuam bonitas, enfim, no próximo encontro ele tirou do bolso duas ou três florzinhas dessas e me deu.

E a mais recente e nada a ver, semana passada, e pessoa fez uma espécie de dobradura com o canudinho da caipinha e colocou na minha frente, eu nem tchum. Depois veio o garçom, levou os copos e levou "a coisa de canudo" também. Algum tempo depois ouvi "cadê a florzinha que eu te fiz?" huahuahua. ok - era uma flor, mas não parecia, juro.

Uma flor de canudo, uma flor de plástico. Uma dessas que não morrem.



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A solidão dos números primos

Eis que um dia eu tava falando com o @paulololol por msn, e comecei a conjeturar sobre os números primos, sobre como eles são sozinhos, sobre como eles são tão eu. Daí a conversa virou aquela zona de gente doida, pois classificamos os números de acordo com o seu grau de solidão e promiscuidade, e claro, os primos "somos nózes"...

(pra vocês podem não fazer sentido assim no começo, mas é que eu sou de exatas gente, me entendam haha).

Daí que uns dias depois, ou eu ou ele achamos um livro chamado justamente "A solidão dos números primos" e eu achei fantástica essa coisa de existir um livro que explanasse a minha teoria (eu pensava isso antes do livro, juro, @paulololol é testemunha), daí fiquei querendo esse livro e nunca comprei, passou, esqueci..

Daí que ontem a lindosa @a_sarita comentou que estava lendo esse livro, e depois de eu praticamente colocar uma arma na cabeça dela, ela me enviou esse trecho que fala da teoria dos números primos....e é lindo, lindo, e é tão eu.

Daí eu queria compartilhar, tenho certeza que mais gente vai se identificar.

Os números primos são divisíveis por um e por si mesmos. Estão em seus lugares na série infinita dos números naturais, comprimidos entre dois, como todos, mas um passo adiante em relação aos outros. São números suspeitos e solitários, e por isso Mattia os achava maravilhosos. Algumas vezes pensava que naquela sequencia houvesse finitos, que, por engano, tivesse ficado presos, como pequeninas pérolas enfiadas num colar. Outras vezes, no entanto, suspeitava que eles também gostariam de ser como todos, apenas números quaisquer, mas que, por algum motivo, não tinha sido capazes. Este segundo pensamento lhe ocorria sobretudo à noite, no emaranhado caótico de imagens que precede o sono, quando a mente está demasiado debilitada para contar mentiras a si mesma.

Em um curso do primeiro ano, Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chama de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase próximos, porque entre ele s sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente. Números como o 11 e o 13, como o 17 e o 19, o 41 e o 43. Com paciência para continuar contando, descobre-se que esses casais logo rareiam. Encontram-se números primos cada vez mais isolados, perdidos naquele espaço silencioso e cadenciado, feito apenas de cifras, e se tem o pressentimento angustiante de que os casais encontrados até ali sejam um fato acidental, que o verdadeiro destino seja mesmo permanecer sozinhos. Então, justamente quando se está presetes a desistir, quando já não se tem vontade de contar, eis que se esbarra em outros dois gêmeos, agarrados um ao outro. É convicção comum entre os matemáticos que, até onde se possa avançar, sempre haverá outros dois, mesmo que ninguém seja capaz de dizer onde, até que sejam descobertos.

Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos mas não o bastante para se tocar de verdade. Ele nunca dissera isso a ela. Quando imaginava confessar-lhe essas coisas, a sutil camada de suor das suas mãos evaporava completamente, e durante longos dez minutos não era mais capaz de tocar nenhum objeto.


(EM A solidão dos números primos)

** seca a lagriminha

**** Obrigada Sarita!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

eu odeio meu cabelo, parte II

tô estranhamente extasiada essa semana, coisa do tipo, oi, é meia noite, eu vou acordar às 5h30, mas estou aqui blogando.

quase comprei uma barraca de camping, mas achei melhor esperar o "fogo" passar

decidi oficialmente ir conhecer o Peru em julho de 2012, e meu tcc de pós, que logo vou começar, vai ter esse tema: uma viagem para o Peru, e tô muito feliz com isso.

e tô pensando em ficar sócia da academia e escalada, e investir nisso como um esporte. OI? é!

e o mais estranho: consegui acordar sábado e me focar nos trabalhos da pós até ás 17, e ficar livre o resto da semana. tá, acordei às 10, dei minhas pausas, mas ainda assim consegui terminar, e consegui socializar o resto do final de semana.

algumas coisinhas mágicas estão funcionando, e só a intense e poucas outras pessoas vão entender essa frase, mas ok!

Mas entrei aqui pra falar sobre outra coisa. Semana passada falei pra psicanalista como odiava o trabalho que dá meu cabelo, ela perguntou se eu já pensei em mudar (quimicamente), eu disse que nunca tive coragem, pois apesar de não gostar dele, quero continuar tendo cachos...daí ok, não pensei mais sobre isso.

daí hoje a Ana, comentou esse post que fala justamente sobre esse meu caso com meu cabelo, e comentou da progressiva que ela fez. Daí hoje, na pós, do nada veio a colega também me falar que progressiva aliviou a vida dela, que não preciso tirar os cachos, só dar uma aliviada, e recomendou um cabeleireiro ótimo, segundo ela. Sei lá, a Phoebe que existe dentro de mim achou tudo isso coincidência demais. Daí que nessa vibe porra louca que eu tô, PREPAREM-SE, pq tomei coragem e amanhã vou marcar pra fazer algo nessa juba...

Aceito orações.

* nem revi ortograficamente esse post, escrevi de qualquer jeito pq preciso ir dormir, relevem!

Beijos da gorda.